Saúde

É possível contrair hanseníase pela boca

A boca, por estar em íntimo contato com as vias nasais, acaba sendo o segundo local preferido de infecção e transmissão da hanseníase.

“A transmissão tanto pode ocorrer pelas secreções nasais como também pela saliva. Ou seja, contrair hanseníase pela boca é perfeitamente possível”, diz Marcelo Saldanha, Estomatologista especializado em Radiologia Odontológica e Imagineologia.

A bactéria causadora da hanseníase prefere se instalar em locais úmidos e refrigerados pela passagem de ar, sendo o palato duro, o palato mole, a gengiva inferior, língua, lábios e gengiva superior os locais preferidos dessa bactéria.

Sintomas bucais
Uma vez contraída, os sintomas são fáceis de serem identificados.

“Ela pode se apresentar como lesões ou alteração de sensibilidade na pele e nas mucosas, o que inclui a boca. Inclusive, nos casos mais graves de hanseníase, é frequente o aparecimento de lesões bucais, predisposição a cárie, gengivite e periodontite com perda do osso alveolar e, consequentemente, perda dental”, diz o especialista.

Tais lesões aparecem muitas vezes como bolhas firmes, amareladas ou avermelhadas que se rompem e transformam-se em ulceras repetidas vezes.

Ajuda da higiene bucal
Por isso, a realização do autoexame da boca é fundamental para se detectar o aparecimento das lesões da hanseníase ou até de outras doenças.

“Manter uma boa higiene bucal ajuda não apenas no estabelecimento do diagnostico, caso uma biopsia seja necessária, mas também num efetivo tratamento das lesões, além de contribuir na manutenção do sistema imunológico, o que ajuda no combate à doença”, diz Marcelo.

Ainda segundo o especialista, usar enxaguantes bucais específicos pode ser uma estratégia inicial para reestabelecer a saúde bucal junto com a correta higiene bucal que conta com o uso de escovas de dente, fio dental e raspadores linguais.

Papel do dentista
Como muitas vezes as manifestações clínicas da doença começam pela boca, o dentista tem um papel importante no diagnóstico da hanseníase.

“Uma vez detectada as lesões ele pode realizar uma biopsia para obter o diagnóstico mais preciso. Mas o importante mesmo é o trabalho multiprofissional com a ajuda da dermatologista, psicólogo e todo serviço assistencial que este paciente irá precisar no tratamento”, diz Marcelo.

Menos preconceito e mais amor!
Vale lembrar que a hanseníase não se transmite por meio de copos, pratos e talheres, portanto não há necessidade de separar utensílios domésticos da pessoa com hanseníase.

“Assentos como cadeiras e bancos, apertos de mão, abraço, beijo, picada de inseto, relação sexual; aleitamento materno, doação de sangue, herança genética ou congênita (gravidez), nada disso pode transmitir a hanseníase”, diz o especialista.

Fonte: http://saude.terra.com.br

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